Numa prova de moto GP o piloto da mota Nº93, ao curvar, não consegue manter a trajectória que lhe permitiria curvar e despista-se. Antes de se despistar a mota de 148 kg (Chassi: dupla viga de alumínio tipo Deltabox ajustável, balança de alumínio) + piloto de 65 kg deslocavam-se com valor de velocidade 200 km/h. Isto significa que possuía energia cinética de valor 328704 J (joules).
Desde que ocorre o despiste, e até parar, a energia cinética da moto diminui até se anular. Agora vem o desafio!
Para onde foi a energia cinética da mota?
Converteu-se em calor (que também é energia-energia em trânsito) devido ao atrito. ESTE CALOR DISSIPOU-SE NO MEIO ENVOLVENTE. Esta energia deixou de ter utilidade para nós.
Os tubarões revelam alguns segredos sobre a forma como se movem na água. Quando olhamos para a sua pele à vista desarmada, e até mesmo com lupas, vimos uma superfície lisa. Mas se continuarmos a ampliar com microscópios, de maior resolução, deparamo-nos com isto:
O comprimento 500 μm é igual a 0,000500 m. A imagem ampliada revela uma superfície constituída por camadas, que por sua vez são onduladas. Esta e outras descobertas já resultaram em desenvolvimento de tecnologia em benefício do Homem. Um bom exemplo desse desenvolvimento são os fatos que os nadadores de alta competição utilizam para melhorar os tempos que, até à data, eram recordes mundiais.
Mas a inspiração não fica por aqui. Uma empresa, a SkinzWraps, está a desenvolver um revestimento para os automóveis que, segundo os mesmos, permite um aumento da sua eficiência. Ver aqui
Não é só a forma semelhante a um torpedo e as barbatanas que permitem aos tubarões adquirir grande velocidade quando atacam as suas presas. Existiam, também, micro-segredos que permitem potenciar a locomoção, e agora, depois de descobertos, estão à nossa disposição.
Os esquilos caem porque a Terra exerce atracção sobre eles (Força Gravítica). Mas o ar também interage com os esquilos através de uma acção que se denomina força de atrito viscoso. Esta acção depende do ar, da velocidade do corpo e também da área de contacto. Por isso, quando a espertalhona da esquila abre “a pele”, também está a aumentar a área que interage com o ar e a acção resistente aumenta. Esta atitude implicou uma diminuição drástica da velocidade que possuía até esse instante. Vemos, então, pelo filme que ela se atrasa em relação ao esquilo!
Podemos desenhar um gráfico velocidade em função do tempo para o esquila e o seu aspecto será:
Entre t0 e t1 a velocidade aumenta a tender para um valor constante. Depois entre t1 e t2 o valor da velocidade mantém-se constante, diz-se que a esquila atingiu a velocidade terminal. No instante t2 abriu a pele e a sua velocidade diminuiu para um valor muito menor. Em t3 atingiu um valor de velocidade suficientemente pequeno e constante que lhe permite uma aterragem suave e sem perigo.
E o esquilo? Pois, não tem pele de sobra! Por isso a sua velocidade aumenta até atingir a velocidade terminal. Será este o valor com que ele chega à base do precipício.
Moral da história: As mulheres fazem-nos cometer loucuras e podemos magoar-nos.
Podemos pensar num movimento parecido com o da esquila. A queda do pára quedista.
Como sabem a nossa aula experimental de ontem correu mal no 1º turno. No 2º turno foi completamente diferente, porque quis preservar o único balão que ainda restava, apesar do enorme buraco que tinha, e os alunos quiseram aprender. Perante isto pedi ao Pedro Charneca para me ajudar, e foi assim que consegui os resultados que esperava.
Já viram, em filmes, o colossal e lendário Hércules, herói da mitologia grega, a fazer proezas que deixam qualquer mortal boquiaberto. Esta aventura que vos proponho relata uma dessas proezas, onde hércules tenta levar um enorme pedregulho, desde o sopé, até ao topo de uma montanha.
Ora bem, após um início prometedor o grande Hércules está num impasse. Apesar de exercer o máximo da sua força sobre o pedregulho este teima em não subir, e mantém-se imóvel.
Poderemos então recorrer à Física para explicar este equilíbrio de forças. Para isso temos que representar a força que Hércules exerce no pedregulho (vermelho), a força gravítica (força que a Terra exerce no pedregulho, a azul) e as suas componentes da direcção do xx e yy e a força que o solo exerce no pedregulho (Força normal, a verde).
Enquanto a força que o Hércules exerce no pedregulho se mantiver igual à componente da força gravítica no xx, e a força normal igual à componente da força gravítica no yy existirá o impasse.