Um automobilista desloca-se no seu automóvel, numa estrada rectilínea e estreita. Em determinado instante, apercebe-se da existência de um obstáculo na estrada e tenta a todo o custo evitar a colisão. A velocidade do automóvel nesse processo variou de acordo com o Gráfico 1, no qual se faz corresponder o início da contagem dos tempos ao momento em que o automobilista avista o obstáculo:
Gráfico1
Tendo em conta os valores indicados no gráfico, qual foi o tempo de reacção do automobilista?
A distância de travagem depende de vários factores. Um dos mais importantes é, no entanto, o atrito. A natureza do piso influencia a força de atrito que interactua entre as rodas e a superfície. O Gráfico 2 mostra a distância que, consoante o piso, o automóvel necessitaria para travar:
Gráfico 2
Tendo em conta os dados dos gráficos identifique o piso em circulava o automóvel.
A formiga representada na figura desloca-se ao longo de uma trajectória rectilínea à procura de um torrãozinho de açúcar. Parte da posição A e desloca-se para a posição B. Descobre que alguém deixou cair um torrãozinho de açúcar atrás de si e volta para a posição C para apanhar o açúcar. Demora a efectuar a totalidade do percurso 30 s. Pretendo que determinem a rapidez média e o valor da velocidade média para a formiga desde A até C.
O Filipe saiu de casa, pela manhã, em direcção à escola. Percorreu 200 m, em 5 min, e lembrou-se que se tinha esquecido do livro de Física. Devido a esta situação, e como sabe que o professor se irá zangar, decidiu voltar a casa para ir buscar o livro demorando 3 min neste percurso. Esteve em casa durante 1 min e depois saiu novamente, em direcção à escola, e quando chegou aos Frescos, depois de ter percorrido 250 m, e demorado 5 min, parou, durante 6min, para comprar pão com chouriço. Retomou o seu caminho e, passados 6 min, depois de percorridos 200 m entrou na escola.
Graficamente o que está contido neste texto pode representar-se assim:
A origem do gráfico corresponde à casa do Filipe.
Será que conseguem calcular o espaço percorrido pelo Filipe desde que saiu de casa a primeira vez até que chegou à escola?
Nas aulas deste ano lectivo já me ouviram muitas vezes falar no tempo. Mas, de acordo com o contexto, posso estar a referir-me ao:
Estado do tempo – meteorologia;
- Está relacionado com fenómenos atmosféricos que condicionam a nossa vida diária.
intervalo de tempo que podemos medir com relógios, cronómetros, ampulhetas, Sol, fases da Lua etc.
- É este intervalo de tempo que vamos medir nas aulas com cronómetros, para determinar, por exemplo, a rapidez média de um carro.
tempo Universal, que começou quando ocorreu o Big Bang. Desde essa singularidade até agora decorreram aproximadamente 13700000000 anos + 200000000 anos ou 13700000000 anos – 200000000 anos.
Como continuação, do post anterior, vamos explorar a necessidade em definir os referenciais para entender os problemas sobre movimento na disciplina de Física.
O professor, que se encontra no interior do carro, está em repouso em relação ao referencial B, mas está em movimento em relação ao referencial A. Esta situação é um bom exemplo para ilustrar a necessidade que existe em definir um referencial para estudar o estado de repouso ou movimento.
E agora já saberão ajudar o aluno do post anterior na sua reflexão?
Um jovem estudante, da turma A do 9º Ano da EBMB, encontra-se sentado no terraço de uma casa, e delicia-se a apreciar o céu numa noite de final de Verão. A Lua cheia permite-lhe observar, a olho nu, as gigantes crateras do satélite da Terra. E, deliciado, começa a interrogar-se sobre o seu estado de repouso ou movimento naquela situação em particular.
Na minha opinião acho que se devem colocar na pele do aluno, e começar por reflectir sobre esta problemática. O ponto de partida terá de ser sempre a questão: Estou em repouso/movimento em relação a quê?
Os faquires conseguem fazer coisas extraordinárias. Mas existe uma cuja explicação irão aprender neste post – a cama de pregos. Para começar essa aprendizagem temos que introduzir uma grandeza física, cujo nome é utilizado no dia-a-dia, que é a pressão.
pressão = força/área (a pressão é igual à força a dividir pela área de contacto)
Imaginem que o faquire pesa 600 newtons e deita-se sobre 1500 pregos.
Cada bico de prego tem uma determinada área que irá interactuar com o corpo do faquire. Esta área pode calcular-se multiplicando o nº de pregos pela área do bico de cada prego.
Área de 1 prego = 1,5 mm2
Área total = 1500 x 1,5
Área total = 2250 mm2
Podemos agora calcular a pressão que os pregos exercem no corpo do faquire,
p = 600/2250
p = 0, 27 N/mm2 (lê-se o,27 newtons por milimetro quadrado)
O que sucederia à pressão exercida no faquire se ele se deitasse apenas sobre um prego?
E ao faquire o que sucederia?
A resposta agora está mais clara. Como a pressão sobre o faquire é inversamente proporcional à área, significa que, quanto maior a área de contacto menor será a pressão sobre o corpo do faquire, e vice-versa. Imaginem a situação em que devido a um erro de construção da cama, pelo carpinteiro, um dos pregos sobressai mais que os outros ….Aiiiiiiiiiiiii!