Daily Archives: Janeiro 9, 2010

Para uma condução consciente é necessário saber Física!

Ano após ano, no nosso país, o número de acidentes faz das estradas um autêntico palco, onde os intervenientes nunca sabem o que lhes vai acontecer. Penso que esta calamidade social só terminará quando se comece a incluir nos exames de código questões de Física. Não basta insistir em campanhas com a finalidade de alertar os condutores para o excesso de velocidade, é necessário que tomem consciência que o aumento de velocidade não pode ser encarado, linearmente, com a dificuldade em manobrar ou parar o automóvel. Para um veículo se imobilizar, por exemplo numa travagem, a energia cinética terá que se converter em calor e dissipar-se para o exterior (ver o penúltimo post). Mas quando um automobilista aumenta a sua velocidade para o dobro a energia cinética não aumenta para o dobro, mas sim para o quadruplo. O exemplo seguinte é um gráfico que exemplifica essa relação:

Os valores aproximados de 14 m/s e 28 m/s correspondem respectivamente a 50 km/h e 100 km/h. Nas ordenadas estão os valores correspondentes da energia cinética para um carro de 1000 kg. Se um automóvel duplicar o seu valor de velocidade de 50 para 100 quilómetros por hora a variação de energia cinética varia de 96451 J para 385802 J, o que significa que aumentou 4 vezes. Por isso imobilizar um carro a partir de 100 km/h é sinónimo de uma distância de travagem muito maior. Isto significa que a probabilidade de um acidente resultar em mortes, numa colisão com um peão, aumenta mais de 100% quando se aumenta a velocidade de 50 para 100 km/h.

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Rui Veloso