O isótopo Carbono-14

Descobrir a idade de um osso de …

Imaginem que uma equipa de arqueólogos descobre os restos de uma ossada. Após esta fase analisam a quantidade de carbono-14 que existe nos ossos e recorrem ao processo de análise que se chama datação pelo carbono-14. Vou tentar explicar o procedimento:

Existem três isótopos principais do carbono que ocorrem naturalmente C-12, C-13 (ambos estáveis) e C-14 (instável ou radioactivo). Estes isótopos estão presentes nas quantidades seguintes C-12 – 98,89%, C-13 – 1,11% e C-14 – 0,00000000010%. Assim, um átomo de carbono-14 existe na natureza para cada 1.000.000.000.000 átomos de Carbono-12 nos seres vivos. Da colisão de raios cósmicos com um átomo na atmosfera resultam neutrões, e esses neutrões, por sua vez, acabam por colidir com átomos de azoto (a percentagem de azoto na atmosfera é aproximadamente 78%). Quando o neutrão colide, com um átomo de Azoto-14 (com sete protões e sete neutrões), este transforma-se num átomo de Carbono-14 (seis protões e oito neutrões) e num protão. Os átomos de Carbono-14 criados pelos raios cósmicos combinam-se com o oxigénio para formar dióxido de carbono, que, posteriormente, as plantas absorvem e incorporam através da fotossíntese. Como os animais e humanos comem plantas, acabam por ingerir também o Carbono-14 (ver imagem).

A relação entre o Carbono-12 e o Carbono-14 no ar e em todos os seres vivos mantém-se praticamente constante no tempo. Os átomos de Carbono-14 estão sempre a decair, mas, são substituídos por novos átomos de Carbono-14, sempre a uma taxa constante. Quando um ser vivo morre cessa a absorção de novos átomos de Carbono. A relação entre o Carbono-12 e o Carbono-14 no momento da morte de um organismo vivo é a mesma que nos outros organismos vivos, mas o Carbono-14 continua a decair e não é reposto. Em 1949 Libby, Anderson e Arnold mediram a taxa de decaimento do carbono-14. Nesta medição concluíram que, após 5568±30 anos, metade do C-14 que existia na amostra inicialmente decaiu. Ao medir a quantidade de Carbono-12 e de Carbono-14 no osso e compará-la com a relação existente num ser vivo, é possível estimar a idade do osso encontrado pela equipa de arqueólogos.

Mas para ossos muito antigos, como os dos dinossauros, não se consegue utilizar este método com o C-14. Tentem descobrir porquê?

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s